sexta-feira, 12 de julho de 2013




Esse espaço foi reservado para as tarefas do Blog Quest, com o intuito de compartilhar nossos conhecimentos, portanto não deixem de postar suas produções! Aproveitem essa aventura virtual!

Abraços!

Ana Angelica, Cleide, Drielle, Gleilza e Marleide.




Tarefa de Bia

Depois da leitura dos três poemas pude observar que os escritores usam linguagens diferentes. Cada um adota um tipo de norma, que são a norma padrão, norma culta e norma popular, renomeadas pelo escritor Margos Bagno como: Norma Padrão, Variedade de Prestígio e a Variedade Estigmatizada.
Então, após comparar os poemas dos três autores, observei que no poema de Olavo Bilac, “Um beijo”, é usado a Norma Padrão, pois em nenhum momento foge as regras da gramática tradicional. No poema de Carlos Drummond de Andrade, “José”, fica evidente a Variedade de Prestígio, que usa termos cotidianos, que são considerados certos por causa das pessoas prestigiadas que usam, mas não estão totalmente de acordo com a gramática. E no poema do autor Zé da Luz, “Aí se sesse!”, é usada a Variedade Estigmatizada, por causa dos termos que estão fora da gramática tradicional e é chamada estigmatizada porque é comum a pessoa com pouco ou nenhum estudo.

“Por ti”
Por amar-te, sorri
Por querer-te, sofri
Por ter-te, vivi
Por perder-te, morri




Tarefa de Del

Os poemas são escritos com normas diferentes. No poema “Um beijo”, Olavo Bilac usa a norma padrão, pois segue totalmente as normas da gramática. O poema “José”, de Drummond, usa norma culta que é mais atual, do dia a dia, que não segue tanto as normas da gramática, mas mesmo assim não é considerada errada pela população. E o poema “Aí se sesse”, de Zé da Luz, que trás a língua popular, porque não segue nenhuma regra da gramatica, mas é mais considerada errada que a norma culta por causa do grau de escolaridade dos seus falantes (em geral pessoa com pouca instrução), isso demostra o preconceito linguístico.


“O povo acordô”
Ói seu moço vô li dizê
Agora mudô,
O povo acordô,
Num querem mai sofrê

Agora o povo que Sigurança
Que saúde, inducação
Num que mai sabe de bola
Chega de inrrolação

Agora o povo que lutá
Que manifestação
Vamo simbora minha gente
Lutá pela nação




Tarefa de Ane

Utilizando-se da norma culta, no poema José, de Carlos Drummond de Andrade, pode-se notar que tem uma estrutura baseada em repetições, em algumas incoerências e às vezes até mesmo um toque coloquial. Drummond trás como tema central do poema a solidão do homem que está angustiado com a vida.
Neste poema um beijo de Olavo Bilac, pode-se notar um vocábulo padrão e a formalidade com as palavras. O poema retrata o beijo de forma especial, utilizando desta forma um vocabulário requintado.
O poema Aí se sesse, de Zé da Luz, mostra a variedade do português que tem no Brasil. O poema trás características da fala de pessoas que moram na zona rural; são palavras que mostram um português não padrão, de acordo com o autor é a norma popular, ou variedade estigmatizada. O poema foge das regras gramaticas, pois trás traços da norma não padrão.

“QUANDO EU NASCI”
Quando eu nasci
O mundo já estava assim
Tinha chuva, sertões
E um mar sem fim.

Quando eu nasci
O mundo já tinha amor
Com um toque de alecrim
Não existia dor.




Tarefa de Joi

No poema de Olavo Bilac, Um beijo, fica claro o uso da norma padrão da língua, o autor usa as palavras seguindo as normas estabelecidas pela gramática; no poema do Carlos Drummond de Andrade, Jose, percebemos que o poeta escreve de forma culta, é um poema de fácil compreensão, onde o poeta usa a língua que tem um grande prestigio social. No poema de Zé da Luz, que é uma literatura de cordel, o poema Ai se sesse, o poeta trás em seu poema uma linguagem popular, uma linguagem menos formal, característico desse tipo de norma. Temos três poemas com características distintas e que nos ajuda na compreensão das normas.

“O meu amor”
Tenho um amor,
Um amor imaturo
E inconsequente.
Um amor lindo que
Dá inveja em muita gente.

Um amor que enlouquece,
Que aperta, que sufoca
E que não sai da minha mente.
E quando a gente tem um amor é assim,
Não se sabe ou tem explicação,
Só se sabe que preenche coração.







quinta-feira, 27 de junho de 2013

BLOG QUEST





     NORMA CULTA







Introdução
Você fala Língua Portuguesa, qual? Sabia que o Português divide-se em três tipos de Normas? De acordo com Bagno, doutor em filologia e língua portuguesa, apenas um percentual mínimo da população fala de fato o Português das gramáticas; mas será que apenas o Português da gramática é o correto?
O Brasil tem como idioma oficial a Língua Portuguesa, que não é falada e escrita de maneira uniforme, a língua varia. Dentro dessa variação encontramos a Norma Culta, que divide-se em Norma Padrão, Culta e Popular.


Tarefa
- Analise comparativa de poemas a partir da perspectiva da norma padrão/não padrão e construção do seu próprio poema.


Processo

  •       Levantamento prévio do assunto Norma Culta mediante pesquisa nos links.


  •     Leitura dos textos “A Questão da Norma Culta”, “A norma culta” e “Abismo do padrão” nos links acima, para conceituar e exemplificar a Norma culta e enviar para o email.

- drielle.andrade@hotmail.com

  •       Acessar nos links abaixo os poemas de Olavo Bilac, Carlos Drummond de Andrade e Zé da Luz respectivamente, referentes às normas.


  •     Após a leitura dos poemas fazer uma analise comparativa das normas de cada poema.


  •    A partir do seu conhecimento sobre a Norma Culta e suas variações construir o seu poema, com a norma que preferir.


  •      Acessar o site que orienta a construção do poema.


  •       Enviar a analise comparativa e o poema para o email, para serem postados no blog.

- drielle.andrade@hotmail.com



Avaliação
A avaliação do trabalho será processual, considerado os seguintes critérios:
-Conhecimento e domínio acerca do tema; (6,0 pontos)
-Criatividade; (2,0 ponto)
-Participação; (2,0 ponto)



Conclusão
Acreditamos que esta Web Quest possa conscientizar os participantes acerca dos tipos de normas da língua portuguesa, fazendo-os compreender a importância do contexto para a aplicação das mesmas.
“(...) as relações entre língua e sociedade são muito mais complexas do que a maioria das pessoas pensa e é extremante redutor (além de inútil e injusto) tentar compreende-las usando como critérios únicos os rótulos tradicionais de ‘certo’ e ‘errado’ ou os conceitos poucos consistentes de ‘culto’ e ‘popular’.”. (Marcos Bagno).


Autores:
Ana Angelica Ribeiro Pimentel
Cleide Sacramento Lima dos Santos
Drielle de Oliveira Andrade
Gleilza de França Freire
Marleide Almeida Santos


Orientadora:
Profª Ms.: Maria Izabel Freitas de Matos


Referencias:
·       WebQuest. Disponível em: http://webeduc.mec.gov.br/webquest/index.php. Acesso em: 16 de Abril de 2013.


·       WebQuest. Disponível em: http://www.webquestbrasil.org/criador2/. Acesso em: 16 de Abril de 2013.


 Universidade Do Estado Da Bahia- UNEB
Curso de Letras/Português
Semestre III

2013 

quarta-feira, 22 de maio de 2013


A norma culta

BAGNO, Marcos. Por que “norma”? Por que “culta”? In: BAGNO, Marcos. A norma oculta: língua e poder na sociedade brasileira. São Paulo: Parábola, 2003, p. 39-70.

Ana Angelica Ribeiro Pimentel, Cleide Sacramento Lima dos Santos, Drielle de Oliveira Andrade, Gleilza de França Freire, Marleide Almeida Santos.



A palavra norma geralmente acompanhada da palavra culta circula nos livros didáticos, nas falas dos professores, nos textos científicos, nas gramáticas etc. Mas afinal Norma Culta se refere ao normal, real e frequente ou normativo, normas e regras impostas?
Bagno afirma, que por trás desse rotulo de Norma Culta encontra-se dois conceitos completamente distintos no que se refere à língua falada e escrita. O primeiro conceito é o que podemos chamar de tradicional, senso comum (maior circulação na sociedade), porém trata-se mais de um preconceito do que de um conceito. É o preconceito de que existe apenas uma forma “correta” de falar, forma essa prescrita a partir das regras da gramática; que por sua vez baseiam-se exclusivamente na linguagem escrita de um grupo de percentual mínimo da população, inspirados nos usos da linguagem das grandes obras literárias, principalmente do passado e associam essa Norma culta, ou Língua culta ou ainda Forma culta á escrita literária. O segundo conceito é um termo técnico usado para designar a linguagem real dos falantes cultos (definidos pelos critérios de escolaridade superior completa e vivência urbana).
Podemos compreender melhor essa distinção de conceito através da seguinte tabela:
NORMA CULTA

Normativo (regras, gramática)
NORMA CULTA

Normal (real, corriqueiro)


Inspirado na literatura “clássica”



Falantes cultos (nível de escolaridade superior completo e vivência urbana)

Ligada à escrita literária, separa a fala da escrita


Manifesta-se na fala e na escrita

Venerada como verdade absoluta, imutável

Sujeita à mudanças ao longo do tempo

Quando se afirma que uma língua é culta, automaticamente entende-se que as demais são incultas, logo, sem cultura, ignorante etc., porém não existe indivíduo que não esteja inserido em uma cultura, que não pertença a um meio social, que não tenha valores, crenças, hábitos, costumes, preconceitos, língua etc. A questão é que o senso comum só considera culto o que é proveniente de determinadas classes sociais, as classes sociais privilegiadas. Sendo assim, para indicar as variações linguísticas de falantes sem escolaridade superior completa, com pouca ou nenhuma escolaridade proveniente de zonas rurais e/ou periferias, usa-se na literatura os termos língua popular, norma popular ou variedade popular; criando assim a distinção entre norma culta e norma popular. Diante desse conceito, Bagno (2003) afirma: “Chamar a língua dos falantes plenamente escolarizados de norma culta é tão problemático quanto usar esse rótulo para designar aquele ideal de língua abstrato, inspirado na literatura do passado e nas prescrições da gramática normativa.”.
Então para distinguir os conceitos, Bagno propõe novas nomenclaturas. Os dois primeiros conceitos recebem o mesmo nome, mas apresentam-se absolutamente diferentes, então o autor propõe para as regras gramaticais (o primeiro conceito) o termo Norma padrão, pois norma delimita lei, regras impostas e padrão delimita modelo arbitrário constituído segundo critérios de bom gosto vinculados a uma determinada classe social. Para o termo técnico usado para designar a linguagem real dos falantes escolarizados (segundo conceito) Bagno sugere o termo Variedade de prestígio, visto que o que está em jogo é o prestígio social dos falantes dessa classe social favorecida, dominante, ou seja, o que vem das classes dominantes é considerado bonito, digno de ser imitado, de prestígio. E para designar a norma popular sem correr o risco de identificar como errado, inculto ou inferior, a solução é o oposto de prestígio, já que é a linguagem dos grupos sociais desprestigiados, então o autor sugere o termo Variedade estigmatizada.
Ao final do seu texto Bagno (2003) expõe sua opinião sobre língua, poder e sociedade, onde afirma:
“A norma padrão está estreitamente ligada à escola, ao ensino formal, e como no Brasil o acesso à educação é mais um elemento que contribui para a nossa triste posição campeões da desigualdade social, é fácil imaginar que a norma padrão tradicional tem poder de influência praticamente nulo sobre os falantes das variedades mais estigmatizadas. Assim mais uma vez, somos obrigados a reconhecer o caráter esotérico da norma-padrão: só se aproxima dela (mas nem por isso a usam integralmente) os brasileiros que conseguiram passar pelo funil da educação formal e conseguiram percorrer até o fim todo o trajeto de sua formação escolar. Embora a classificação das variedades seja importante para a análise e o entendimento da complexidade sociolinguística do Brasil, nunca é demais repetir que nas relações entre língua e poder o que realmente pesa é o prestígio ou a falta de prestígio social do falante, e que esse critério muitas vezes prepondera sobre os elementos estritamente linguísticos presentes em seu modo de falar.”